A criação de um banco de fomento anunciada pelo governador Daniel Vilela, com o nome provisório de Pequi Bank, relembra a fase que o Estado era proprietário de dois bancos, a Caixa Econômica Federal (Caixego) e o Banco do Estado de Goiás (BEG), respectivamente, liquidado e federalizado na década de 1990. Especialistas ouvidos por esta coluna olham com preocupação a iniciativa. Alegam que ela pode ser vista, em princípio, como uma iniciativa positiva, pois, ao ampliar o acesso ao crédito, tende a estimular o desenvolvimento regional, ajudando pequenas e médias empresas ou projetos de infraestrutura a enfrentarem restrições de financiamento. Observam, contudo, que o ponto central não está na ideia em si, mas na forma como ela será implementada. Segundo eles, os problemas dos bancos estaduais no passado foram os prejuízos gerados pela concessão de crédito pouco criteriosa e com forte interferência política, inclusive na sua governança.