O título acima é um resumo dos acontecimentos de destaque na Assembleia Legislativa (Alego) nesta semana. A menos de cinco meses das eleições, os parlamentares perderam o medo de produzir fatos negativos e aprenderam a escrever enredos fictícios para alterar a realidade. Um combate em plenário entre os deputados Amauri Ribeiro (PL) e Major Araújo (PL) na quinta-feira (7) expôs, mais uma vez, o desrespeito à instituição e aos eleitores. Os dois deputados são conhecidos por seu temperamentos explosivos. Amauri se vangloria de sua retórica violenta, de sua aptidão pela agressão física e se ancora no perfil “homem, branco, produtor rural tradicional (o inseparável chapéu faz parte da composição do personagem), rústico e bruto. Ele confunde coragem com falta de educação, desrespeito ao outro com “sinceridade”, trata adversário político com inimigo a abater. Em dois mandatos, Amauri já atacou servidoras – chamadas de “modelos” à disposição de parlamentares” –, as deputadas Leda Borges, Adriana Accorsi, Bia de Lima e, recentemente, o deputado Mauro Rubem. Ele já foi denunciado ao menos duas vezes ao Conselho de Ética, que nunca o puniu.