O PSDB tem um “padrão muito nítido de quem ele pede o mandato e de quem ele libera do processo judicial”, disse a vereadora Aava Santiago (PSB) em entrevista ao quadro Na Trilha da Política, na rádio CBN Goiânia, nesta terça-feira (28). Ela fez esta observação ao comentar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cassar seu mandato por infidelidade partidária, na segunda-feira (27). O padrão, segundo ela, é expulsar as mulheres e proteger os homens. Para comprovar sua tese, Aava lembrou que o PSDB expulsou os deputados estaduais Tião Caroço e Diego Sorgatto, em março de 2020, que tinham aderido ao grupo político do governador Ronaldo Caiado, evitando a abertura de processo por infidelidade. A posição do partido, contudo, foi outra em relação a três mulheres. Em agosto de 2009, a então deputada estadual Flávia Morais deixou o PSDB para se filiar ao PDT. Os tucanos entraram na justiça e o TRE também cassou o mandato de Flávia. Em sua defesa, a deputada também argumentou que sofria discriminação dentro do PSDB, mas ela perdeu e foi substituída na Assembleia pelo suplente Daniel Messac (PSDB). Em 2020, a então vereadora Cristina Lopes, histórica militante do PSDB, queria ser candidata a prefeita de Goiânia, mas o partido a preteriu e lançou a candidatura do deputado Talles Barreto. Cristina então deixou o PSDB na janela partidária.