O Comitê Gestor do Imposto de Bens e Serviços (IBS), conhecido pela sigla CGIBS, vai definir até 31 de agosto de 2027 o coeficiente de participação de cada estado e de cada município na distribuição do imposto criado pela reforma tributária para substituir o ICMS e o ISS. O IBS pertence conjuntamente a Estados, Distrito Federal e municípios; o Comitê Gestor é a estrutura criada para que esses entes administrem o imposto de forma integrada. O órgão é formado por 54 pessoas, 27 indicadas pelas unidades da federação e 27 prepostos de duas entidades nacionais de prefeitos: 13 da Federação Nacional dos Municípios (FNM), que representam as capitais e as cidades com mais de 100 mil habitantes, e 14 da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), que reúne as demais cidades. A definição do coeficiente será a decisão mais importante a ser tomada pelo comitê, pois é este índice que determinará quanto cada unidade terá em caixa e foi um dos temas da 74ª reunião da Associação Brasileira de Secretários de Finanças (Abrasf), realizada no último fim de semana em Brasília. “Esse coeficiente vai ser a base da distribuição para todos os municípios da sua parcela-cota do IBS, seja IBS estadual, em razão do ICMS, seja IBS próprio, em razão do ISS”, disse o secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia, Oldair Marinho, em entrevista à rádio CBN Goiânia nesta segunda-feira (21).