O jornalista Felipe Recondo é um dos principais especialistas na cobertura do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos fundadores do site de notícias Jota, ele é autor dos livros “Tanques e Togas – o STF na ditadura militar” (2018), “Os Onze” (2019), “O Tribunal: o livro que conta a história do STF sob Jair Bolsonaro” (2023), os dois últimos em parceria com Luiz Weber. Em outubro Recondo e o advogado da União, Rodrigo Becker, lançaram “A Corte Moreira Alves – os votos que resumem uma era”, livro que eles lançaram nesta quarta-feira (15) em Goiânia, durante palestra no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG). Em entrevista a esta colunista, antes do evento no IHGG, Recondo considerou um “passo em falso” do senador Alessandro Vieira, o indiciamento, nesta terça-feira (14), de três ministros do STF (Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli) em seu relatório final da CPI do Crime Organizado. Para o jornalista, isso deu fôlego para o tribunal reagir em um momento em que apanhava muito por conta de denúncias de relacionamento entre os ministros Moraes e Toffoli com o extinto Banco Master. Mas essa “fricção” entre os poderes só tende a diminuir depois da eleição de outubro. Recondo prevê mudanças no STF no próximo governo e diz que o novo “equilíbrio” dependerá de qual candidato vencer a eleição de outubro.