Com a pior avaliação desde 2019, segundo pesquisa Datafolha, e com dois de seus ministros citados nas investigações do caso Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) mirou o próprio Poder Judiciário para melhorar sua imagem. Depois de fazer vistas grossas por anos aos penduricalhos que elevaram salários bem acima do teto constitucional de R$ 46,366 mil, decidiu impor um freio de arrumação em casa. No final de março determinou que indenizações, gratificações, auxílios e adicionais não podem ultrapassar 35% do subsídio dos ministros do Supremo. Na prática a medida limita os maiores salários a algo em torno de R$ 78 mil. Depois o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ordenaram pagamentos em contracheque único, para evitar verbas extras ocultas em folhas complementares, e a padronização das nomenclaturas de benefícios.