Em entrevista à rádio CBN Goiânia, nesta segunda-feira (20), o escritor Jeferson Tenório afirmou que a campanha contra seu livro “O Avesso da Pele” foi um “evento pirotécnico, um espetáculo da censura do que a censura propriamente dita”. Há dois anos uma diretora de escola do Rio Grande do Sul iniciou uma campanha contra o livro por conta de uma cena pequena no contexto do romance que ela considerou pornográfica. O movimento se espalhou por alguns estados, incluindo Goiás. Na época, o governador Ronaldo Caiado mandou retirar os livros das escolas públicas estaduais. O escritor contou que a editora Companhia das Letras entrou com ação na justiça, pedindo que os governos justificassem a decisão. E se não houvesse justificativa, eles teriam de devolver os livros. “Como nenhum estado justificou por que os livros foram retirados, então eles foram obrigados a entregar os livros (às escolas)”, contou. Na ocasião a revista Veja informou que as vendas do livro cresceram mais de 6.000% em março de 2024, quando houve a censura.