Governador Ronaldo Caiado e o prefeito Sandro Mabel (ambos UB): em rota de colisão por decisões no transporte (Alex Malheiros) Em uma longa conversa na quinta-feira (8), o governador Ronaldo Caiado (UB) e o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB) alinharam seus discursos em torno da Lei Complementar (LC) 212/2025, que mudou o rateio do subsídio do transporte coletivo entre o Estado e os municípios e entregou ao governo estadual a gestão do sistema. Os dois acertaram evitar tratar do assunto pela imprensa e de resolver as pendências entre eles. A mudança já apareceu na entrevista coletiva do prefeito Mabel nesta segunda-feira (12), após a posse do secretário municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), Adonídio Neto. Ao ser questionado pela imprensa sobre a declaração de Caiado, na sexta-feira (9), quando ele afirmou que as prefeituras deviam ser agradecidas ao governo por “ser o único Estado que investe R$ 500 milhões por ano” no transporte, Mabel respondeu: “Eu acho que não só os prefeitos, mas a população em geral tem que ter um sentimento de gratidão ao governador”. Depois o prefeito observou que Estado e prefeitura investiram o mesmo valor no subsídio. “Logicamente o mesmo dinheiro que o estado sempre colocou, a prefeitura de Goiânia colocou um dinheiro igual. Mas a ideia, a força, a pegada, além do dinheiro, nós devemos todos uma gratidão ao governador.”