A eleição proporcional (vereador, deputado estadual e federal) sempre foi competitiva. Neste 2026 ela se revela ainda mais acidentada, e provocou uma luta quase fratricida entre candidatos e partidos na semana passada, último prazo para filiação daqueles que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal. A encrenca acontece por conta de mudanças na legislação eleitoral. Historicamente, candidatos “cabeças de chapa” de um partido somavam votos com o “meio de chapa” e o “rabo de chapa” de outros partidos em uma coligação partidária. Só que as coligações foram proibidas partir das eleições de 2020/2022. O partido agora precisa atingir sozinho o quociente eleitoral (QE), do contrário ninguém na chapa se elege. Isso gera o medo do “voto perdido”, afastando candidatos, que não querem carregar a legenda nas costas sem garantia de quociente.