A manobra do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia, Luan Alves, de devolver à prefeitura o projeto de lei complementar do Programa Morar do Centro pode não ter efeito. É que Luan está em viagem à Europa e, como não pode presidir a sessão remotamente, ele não colocou a proposta de devolução em votação pelos membros da comissão, conforme determina o regimento interno. Pelo rito da Casa, o presidente da CCJ submete o pedido à votação, seus pares aprovam e, depois, ele encaminha o pedido à Diretoria Legislativa. Esta dá um parecer, concordando ou não com a solicitação, e o encaminha ao presidente da mesa, o vereador Romário Policarpo (Cidadania), quem cabe decidir se acata ou não o pedido. Como isso não aconteceu, Romário tem duas decisões possíveis. Ele pode devolver o projeto à CCJ, para o encaminhamento legal ou aproveitar que ele já está na mesa e, a pedido de um vereador, fazer a avocação e mandar para à comissão de mérito, sem a análise da CCJ. Ainda não está claro qual será a escolha do presidente da Câmara, mas é bom lembrar que Romário é da base do prefeito Sandro Mabel.