A segunda rodada da pesquisa Quaest/TV Anhanguera, divulgada nesta quinta-feira (25), mantém o favoritismo do governador Daniel Vilela (MDB), e deixa sem resposta a pergunta se ele vai liquidar a fatura no primeiro turno. No cenário estimulado, a migração dos indecisos (de 20% para 10%) impulsionou o emedebista a sair de 37% das intenções de voto, na pesquisa de 27 de agosto, para 42%.Marconi Perillo (PSDB) tem 19% (eram 20%) e Wilder Morais (PL) passou de 12% para 15%. Eles estão empatados na margem de erro. Luis Cesar Bueno oscilou de 4% para 5%. Com esses números, Daniel Vilela somou 50% dos votos válidos e se posicionou na linha divisória necessária para encerrar a disputa no primeiro turno ou ser levado ao segundo turno – para vencer na primeira fase um candidato precisa ter 50% mais 1 dos votos válidos.A análise dos vários cenários da pesquisa dá esperança ao governista. Mais entrevistados aprovam seu governo (subiu de 48% para 54%); mais eleitores (de 36% para 46%) sabem que ele é o candidato do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD); e também cresceu a proporção dos que acham que Caiado merece eleger um sucessor (de 69% para 74%).A rejeição do governador se mantém estável e baixa (23%) e seus eleitores têm alta convicção e fidelidade de voto. Nesta rodada, 76% deles afirmaram que sua escolha é definitiva e 24% disseram que o voto ainda pode mudar. A taxa de certeza de seu eleitorado cresceu 11 pontos porcentuais entre as duas rodadas.Daniel Vilela também consegue votos nos diversos espectros políticos. Ele empata com Marconi entre eleitores lulistas, lidera na esquerda não lulista; entre os independentes, na direita não bolsonarista e até entre os bolsonaristas, onde Wilder marcou 25% contra 42% de Daniel Vilela.A pesquisa mostra as vulnerabilidades de Marconi: alta rejeição e teto limitado. O ex-governador é amplamente conhecido do eleitorado (só 11% afirmaram que não o conhecem) e sua rejeição subiu de 49% para 52%. Esse índice impõe barreiras a seu crescimento. A base eleitoral do tucano se consolidou: 63% de seus eleitores declararam que a escolha é definitiva.Wilder Morais ainda é desconhecido por mais da metade do eleitorado goiano: 52% não o conhecem, ante 56% em agosto. A taxa de eleitores com voto definitivo nele saltou de 56% para 76%, empatando com o nível de certeza do eleitorado do líder Daniel Vilela. A favor de Wilder, o fato de apenas 26% dos eleitores saberem que ele é o candidato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).Wilder tem até o domingo (4) para se tornar mais conhecido e ser identificado como o candidato bolsonarista em Goiás, sua aposta eleitoral número 1 para a desejada arrancada de final de campanha. A vinda do senador Flávio a Goiânia neste domingo (27) tem esse objetivo. A pesquisa traz ainda uma notícia boa e uma ruim para a concretização desse projeto.A notícia boa é a ultrapassagem de Flávio sobre Caiado na disputa presidencial. O candidato do PL saiu de 27% para 33% nas intenções de voto em Goiás e Caiado caiu de 32% para 23%. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu, de 20% para 27%. Sem crescer nas pesquisas no cenário nacional, Caiado desidrata-se também em seu estado. A notícia ruim para Wilder é o crescimento de sua rejeição de 22% para 28%.A disputa às duas vagas ao Senado segue uma incógnita. Gracinha Caiado (UB) se manteve estável (21%) depois de um mês de campanha. Gustavo Gayer (PL) está em segundo lugar (13%), mas com uma fragilidade. Ele tem 21% do primeiro voto e só 4% no segundo voto. Na sua cola está o deputado Zacharias Calil (12%), que somou 10% no segundo voto. Disputando o quarto lugar estão o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-prefeito Gustavo Mendanha (PRD), com 8% dos votos.Conforme escrevi na época, a pesquisa de agosto captou a luminosidade lusco fusco da campanha eleitoral daquele momento. Um mês depois, a luz é intensa sobre disputa para o governo e mostra o favoritismo do governador Daniel. Já o tempo segue nublado sobre a disputa ao Senado. Gracinha e Gayer são favoritos, mas as muitas combinações de primeiro e segundo votos impedem enxergar um prognóstico mais certeiro.