Ao comentar a preferência do governador Daniel Vilela (MDB) por Luiz Carlos do Carmo (PSD) como seu vice, um integrante do QG de reeleição foi taxativo ao dizer que não se tratava de vontade pessoal, mas sim de puro pragmatismo. O pessedista agrega à chapa o apoio de lideranças importantes do segmento evangélico. A mesma lógica valeu para o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que conta com gestos públicos do bispo Samuel Ferreira e pode apontar outros bons motivos: estancar o risco de debandada da candidatura da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB) ao Senado e contar com um agente político disposto a abrir mão da reeleição em 2030, caso o grupo saia vencedor neste ano. Do lado de Marconi Perillo (PSDB), a opção foi correr o risco de isolamento partidário enquanto aguardava um deslize palaciano para se coligar com insatisfeitos, o que não aconteceu até agora. Para uma ala tucana, pela segunda vez consecutiva faltou ao ex-governador a ousadia de bancar a decisão que seria a mais pragmática: fechar aliança com o PT para garantir uma coligação ampla e o segundo melhor tempo de TV, além da possibilidade de ganhar terreno junto ao eleitorado lulista, geralmente maior do que a votação obtida pelos candidatos petistas. O PSDB, que compõe federação com o Cidadania, acertou o apoio dos nanicos DC e PRTB.