Os últimos programas e pílulas de TV e as postagens dos candidatos ao Senado nas redes sociais revelam uma tentativa de extrapolar seus nichos de atuação em busca de outros perfis de eleitores. De um lado, as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes passaram a ser itens quase obrigatório. De Ernesto Roller (PSDB) a Zacharias Calil (MDB), o tema foi abordado, de uma forma ou de outra, por oito dos 11 que estão na disputa pelas duas cadeiras. Na última peça que levou à propaganda eleitoral, Gustavo Mendanha (PRD) disse que André Mendonça “foi extremamente corajoso ao mandar investigar” Moraes. Enquanto isso, Gustavo Gayer, que construiu sua carreira basicamente explorando as pautas do bolsonarismo, levou à televisão um vídeo no qual narra sua atuação a favor de Kailan, um bebê que nasceu com atrofia muscular espinhal. Ele também fez a defesa do teste do pezinho para todas as crianças no momento inicial da infância. Um dos eixos definidos pelo seu marketing é justamente acenar a um público mais moderado.