Integrantes do QG do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) apontam dois fatos recentes da corrida presidencial como fatores que explicam sua aproximação com o mineiro Romeu Zema (Novo). O primeiro deles é a leitura de que a união dos dois pré-candidatos, posicionados mais à centro-direita, facilita o avanço sobre o eleitorado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atingido pelo envolvimento no escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Outra situação nova é a possível entrada do deputado federal Aécio Neves (PSDB) na disputa. Apesar do ceticismo em relação à competitividade do tucano, ele contaria de cara com adesões partidárias. Além do Cidadania, sigla federada com o PSDB, existe simpatia por parte do Solidariedade, que também faz parte de uma federação, com o PRD. Há ainda uma repercussão paroquial: Aécio é do mesmo estado do presidenciável do Novo, com potencial para dividir votos no seu estado de origem. O próximo encontro entre Caiado e Zema deve ocorrer em duas semanas.