Estudo contratado pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GoianiaPrev) aponta que as 38 áreas públicas da Prefeitura que integrarão fundo imobiliário a ser criado provavelmente neste segundo semestre podem render cerca de R$ 2 bilhões ao órgão. A avaliação leva em conta a lista de imóveis que a gestão do ex-prefeito Iris Rezende tentou transferir ao instituto em 2018 como forma de quitar dívidas do município, por meio de lei que acabou barrada pela Justiça. A atual gestão, do prefeito Sandro Mabel (UB), considera que a transferência ao fundo a título de equacionamento de déficit atuarial supera os questionamentos sobre a legalidade. No estudo feito pela Fundação Aroeira, ligada à Pontifícia Universidade Católica de Goiás, os imóveis têm valor de mercado de R$ 400 milhões, e o rendimento pode quintuplicar por meio da gestão do fundo. A lista inclui áreas valorizadas pelo setor imobiliário - 11 localizadas no Parque Lozandes e uma nas proximidades do Autódromo de Goiânia . A fundação destaca o atual momento de mercado aquecido na capital. O déficit atuarial na Previdência do município é de cerca de R$ 12 bilhões, segundo o estudo.