Após garantir a votação do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), a Prefeitura de Goiânia vai manter a ofensiva iniciada nos últimos dias para destravar outros projetos que ainda se encontram na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa. A coluna apurou que a intenção do Paço Municipal é elaborar pedidos de avocação das propostas sempre que os prazos do colegiado, presidido pelo oposicionista Luan Alves (MDB), terminarem sem que haja votação. “Se não há diálogo, vamos usar o regimento sempre que for preciso”, resume um auxiliar de Mabel. No caso do Pafus, o líder do Paço na Câmara, Welington Bessa (Mobiliza), chegou a ter em mãos um requerimento para formalizar o pedido ao presidente Romário Policarpo (Cidadania), a quem cabe o ato. No fim das contas, o documento serviu como instrumento de pressão e ajudou a destravar as negociações que culminaram em outra estratégia, na quarta-feira: a inclusão e inversão da pauta. A leitura no Paço é que esse mesmo expediente pode não ser suficiente em votações futuras.