O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não pressionar a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e a vereadora Aava Santiago (PSB) na reunião que conduziu nesta quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, mas o recado foi inequívoco: seu desejo é que as duas sejam candidatas majoritárias em Goiás. O caminho escolhido por Lula, que encomendou pesquisas eleitorais para prosseguir com as conversas, tem relação com desgastes recentes vividos em Goiás e Minas Gerais, dois de três de seus palanques ainda indefinidos. Por aqui, Adriana, que quer ser candidata à reeleição, se manifestou recentemente contra as pressões que sofre para disputar o Palácio das Esmeraldas, atribuindo-as a um grupo de “homens brancos, héteros” que nunca respeitaram sua liderança. No estado vizinho do Sudeste, a insistência para que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) abra mão da pré-candidatura ao Senado para concorrer ao governo, com participação direta do Palácio do Planalto, também provocou fortes reações.