Após chegar à marca de 69 prefeitos com o mutirão de filiações realizado há cerca de 15 dias, o MDB do governador Daniel Vilela decidiu represar estas adesões. A intenção é, ao menos até o fim das eleições deste ano, evitar ruídos na base governista. Integrantes da cúpula do partido apontam que a demanda dos gestores municipais à sigla do chefe do Executivo é grande, mas a ordem é ter cautela com dois tipos de efeitos colaterais principais. Um deles é o risco de insatisfações com dirigentes de outras legendas aliadas por conta da perda de quadros nos municípios. Também há grande preocupação com a possibilidade de “atiçar brigas paroquiais”. Neste caso, o gatilho pode ser inclusive a atração de políticos da oposição. “Temos de entender que o MDB é o partido do governador Daniel e que a base é grande e está dentro de um contexto maior, que é a reeleição dele”, resume um integrante da cúpula emedebista.