O Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a analisar, na terça-feira (10), a legalidade do monitoramento por áudio e vídeo, inclusive de advogados, no presídio de segurança máxima de Planaltina de Goiás. O julgamento de um agravo foi paralisado por pedido de vista do ministro Messod Azulay Neto, mas expôs o clima tenso entre o governo estadual e a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás em relação ao tema. Responsável pela sustentação oral em nome da OAB, o presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia, Pedro Paulo de Medeiros, apontou para o risco de “termos um estado absolutamente tirânico”. “Advogado que se desvia das suas obrigações éticas, legais e constitucionais merece, sim, ser processado e punido (...) Mas não se pode presumir que toda advogada e todo advogado está cometendo crime”, argumentou.