Diretórios estaduais de ao menos quatro partidos incluíram regras em suas convenções para minimizar o risco de questionamentos do cumprimento da cota gênero, que prevê o mínimo de 30% de candidaturas de um dos sexos nas chapas de deputados estaduais e deputados federais. O caso mais curioso é o do Agir, que teve anulados seus votos para vereador em Goiânia nas eleições de 2020 após a Justiça Eleitoral entender que a regra foi fraudada. A legenda comunicou que as 16 candidatas à Assembleia Legislativa precisaram se comprometer de maneira formal a efetivamente participar da disputa e realizar os atos de campanha, “independente de recursos financeiros repassados pelo partido”. Já o MDB do governador Daniel Vilela e o PSD do ex-governador Ronaldo Caiado registraram que poderão excluir candidaturas masculinas para reequilibrar a proporção “sem direito a reclamação em juízo ou fora dele”. Com o mesmo objetivo, a federação PSDB-Cidadania, que sustenta a candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao governo estadual, alertou que, caso seja necessário, vai cancelar unilateralmente o registro de homens.