O grupo do senador Wilder Morais, pré-candidato a governador, vê a pacificação no PL como prioridade em relação à tentativa de cooptar quadros insatisfeitos com a base governista. De acordo com bolsonaristas ouvidos pela coluna, o único caminho viável para avançar na disputa com o vice-governador Daniel Vilela (MDB) é garantir a coesão interna, a partir da reaproximação com o deputado federal Gustavo Gayer, que quer se eleger senador. “É a mesma coisa que aconteceu com o Fred (Rodrigues) em Goiânia (em 2024). O que o Fred tinha de força política? (Jair) Bolsonaro, Wilder e Gayer. Ponto final. Se nós formos concorrer com o governo em apoio político, prefeitos e máquina administrativa, estamos fritos”, argumenta um deles. A tese é reforçada pelo fato de que não há mais espaço na chapa majoritária para atrair alguma liderança ou grupo. Ana Paula Rezende (PL) é pré-candidata a vice-governadora e caberá a Gayer escolher seu parceiro na disputa pelo Senado. E ele busca um nome que não ameace seu projeto, em um movimento que os aliados de Wilder consideram um “sacrifício”, por não agregar à corrida pelo Palácio das Esmeraldas. “Se pacificar é um sacrifício válido. Mas essa é a questão: será que ele vai pacificar?”, indaga um bolsonarista.