A Procuradoria da Câmara de Goiânia recomendou que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação arquive o projeto de resolução que pretende ampliar de 15 para 60 o número máximo de títulos de cidadania goianiense que cada um dos 37 vereadores pode propor. O parecer técnico, acatado pelo procurador-geral da Casa, Kowalsky Ribeiro, aponta que a proposta de Sebastião Peixoto (PSDB) é inconstitucional por violar os princípios da moralidade e da impessoalidade e por não prever impactos financeiro e orçamentário. Aliás, o documento que pede a rejeição da matéria de Peixoto estima que a Câmara gasta R$ 1 milhão por ano com medalhas, diplomas e materiais cerimoniais, entre outros itens acessórios. Não entram na conta gastos indiretos para a realização das sessões especiais, incluindo bufê, água, energia e materiais de consumo.