A decisão do prefeito Sandro Mabel (UB) de não comparecer à reabertura dos trabalhos da Câmara de Goiânia foi tomada a partir da premissa de que os desgastes seriam maiores caso ele tivesse ficado frente a frente com seus opositores. A coluna apurou que Mabel foi aconselhado, ainda na noite de terça-feira (24), que não haveria clima para ele deixar a mensagem que havia planejado, com um balanço das ações da Prefeitura em 2025 e acenos para 2026. Além disso, sua presença poderia resultar, mais uma vez, dado o seu temperamento, em enfrentamento direto com parlamentares. Segundo a avaliação que prevaleceu, na melhor das hipóteses, a sessão inicial da Casa em 2026 poderia ter produzido imagens “constrangedoras” para o chefe do Executivo. Conforme mostrado aqui ontem, o Paço Municipal detectou de antemão que opositores se mobilizaram para levar manifestantes às galerias do plenário e preparavam elementos “cênicos” pensando em conteúdos para as redes sociais, como um boneco inflável que fazia alusão a Mabel.