A comparação dos números das últimas eleições para deputado estadual em Goiás reforça a preocupação dos presidentes de partido da base do governador Ronaldo Caiado (PSD) com a formação de chapas para a disputa de 2026. Eles se queixam da falta de apoio do Palácio das Esmeraldas na composição de suas nominatas e preveem que o total de candidaturas dificilmente passará de 500, uma redução de 37% em relação a 2022, quando 800 tentaram conquistar as 41 cadeiras da Assembleia Legislativa; e de 45% no comparativo com 2018, quando foram 917 candidaturas. O retrospecto dos pleitos também indica que, quanto menor o número de concorrentes, maior a votação necessária para conquistar uma das vagas. Essa situação tende a ter dois efeitos, segundo os dirigentes ouvidos pela coluna: um maior receio daqueles que têm interesse na disputa, mas não possuem mandato, e a fixação de uma régua mais alta para os candidatos à reeleição, que precisarão de mais votos para seguir na Alego a partir de 2027.