A judicialização da Saúde é um fenômeno mundial, ganhou força no Brasil na última década em função do aumento dos gastos do poder público devido às ações judiciais, que crescem a cada ano. De 2017 até 2023, o Estado de Goiás já custeou mais de R$ 585 milhões via judicialização de medicamentos. O valor seria suficiente para custear um hospital do porte do Hugol por aproximadamente um ano e meio. Por isso, o debate sobre o assunto deve ter a mesma urgência de quem sofre com a dor causada por uma doença. No Brasil, cerca de 1.3 milhão de medidas chegam à justiça relacionadas à saúde, com um volume de cerca de R$ 7 bilhões. A maior parte desse valor é custeada pelos estados. Por isso, em recente reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), foi criado um Grupo de Trabalho, para alinhamento com Ministério da Saúde (MS) para discutir o ressarcimento de valores gastos pelos estados com a judicialização de medicamentos.