A classificação de PCC e CV como organizações terroristas, uma ameaça inaceitável à soberania brasileira, num contexto de intervenção na América Latina, pode não ser a única arma de Donald Trump contra o Brasil. Planalto, Itamaraty e setores alvos já se preparam para uma nova bomba: a conclusão do processo americano com base na "Seção 301", que pode fazer grandes estragos na economia. O prazo está vencendo... A "Seção 301" da Lei de Comércio dos EUA dá direito a Washington de investigar, retaliar e impor sanções a qualquer país, sob pretexto de práticas comerciais consideradas contra os interesses americanos. Ou seja, vale tudo. A abertura da ação citou de PIX à Rua 25 de Março em São Paulo. Seria cômico, não fosse trágico. Trump recuou do tarifaço de 50% e da aplicação da Lei Magnitsky, mas voltou com tudo ao trocar a relevante cooperação da PF com FBI e DEA por uma intervenção unilateral da CIA, que atua com espionagem e faz o que bem entende nos países, à revelia dos governos. Tudo com a 301 pairando no ar. Por trás desse movimento estão a eleição brasileira e a família Bolsonaro.