O momento mais tenso de 8/1 de 2023, talvez até o mais, foi quando três ministros civis se reuniram no Quartel General do Exército (QG) com o então comandante, general Júlio César Arruda, e descobriram, ou confirmaram, algo ainda mais assustador do que a invasão dos três poderes por vândalos: cooptadas pelo capitão insubordinado Jair Bolsonaro, as Forças Armadas, ou partes delas, não rechaçavam firmemente a tentativa de golpe. Arrogante, com ar superior, Arruda agia como negociador, ou em favor, dos responsáveis pelo crime, que ainda chamava de "manifestantes", enquanto os tanques em fila à frente do QG apontavam não para a turba acampada ali, mas para fora, tentando impedir a entrada do poder civil, representado, no primeiro momento, pelo interventor do DF, Ricardo Capelli, acompanhado do comandante militar do Planalto, general Dutra Menezes.