A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6 por 1 no Brasil empacou no Senado após ser aprovada, em maio, pela Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, David Alcolumbre (UB-AP), pretende adiar a votação para depois das eleições.Embora a principal motivação do senador seja evitar possíveis dividendos políticos para o governo federal, é fato que a proposta ainda carece de alguns ajustes, como a definição do período de transição e das atividades que exigem regimes especiais — o Planalto tem uma lista de 17 delas. Nesta edição, O POPULAR mostra como o setor público será atingido pelo limite de 40 horas da jornada semanal. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) cita a necessidade de recomposição da força de trabalho e a possível revisão de contratos com empresas terceirizadas.A Associação Goiana dos Municípios (AGM) calcula um aumento de 8% a 10% na folha de pagamento das prefeituras. Trata-se de um impacto significativo, sobretudo diante da notória penúria financeira dos municípios — quanto menores eles são, maior tende a ser o peso do funcionalismo nos gastos públicos. O Senado deve estar atento a essas e outras questões e evitar, tanto quanto possível, que a proposta seja contaminada por meras questiúnculas políticas.