Depois de 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinaram o maior acordo de livre comércio do mundo. O bloco reúne mais de 30 países e 720 milhões de habitantes.Abre-se, portanto, uma janela de oportunidades para Goiás. Com a redução gradual das tarifas, produtos goianos — especialmente do agronegócio — poderão acessar com mais competitividade um mercado consumidor gigantesco.Setores como os de carne e soja devem ser beneficiados, mas há outros com potencial de bons negócios. É o caso do açúcar orgânico, cujas vendas para a União Europeia foram reduzidas nos últimos anos. Na mão contrária, Goiás tem a chance de ampliar o intercâmbio tecnológico.Tão importante quanto o fluxo de mercadorias é a diversificação do mercado. Atualmente, a China concentra 44% das exportações goianas. De acordo com o Instituto Mauro Borges, 15 países compram 75% do que Goiás vende ao exterior — só três deles são europeus.Para acessar essas oportunidades, ainda há gargalos a serem superados, como exigências ambientais — área em que o agro goiano tem avançado muito — e questões de logística. Nesse ponto, o Brasil precisa romper com a histórica morosidade nos investimentos.