A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou, na semana passada, o início do El Niño. A ocorrência do fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já era esperada. A principal dúvida dizia respeito à sua intensidade: há 60% de probabilidade de que ele se manifeste em sua forma mais forte.O prognóstico da agência norte-americana aponta para um ano complicado no campo. Em Goiás e em todo o Centro-Oeste, são esperadas grandes oscilações climáticas, com tempestades intensas, períodos de calor acima da média e, consequentemente, maior risco de queimadas. Essas condições representam ameaça para culturas como soja e milho, além da produção agropecuária em geral.Os produtores goianos acreditam que o manejo adequado e o uso de tecnologias avançadas podem reduzir os riscos de prejuízo. Alguns apostam na diversificação das lavouras.A resiliência do agronegócio goiano é resultado de investimentos contínuos em pesquisa — com destaque para o papel da Embrapa — e em tecnologia. A longo prazo, porém, os desafios tendem a se intensificar em razão das mudanças climáticas, que são a maior ameaça ao setor.