Como era de se esperar, a situação do aterro sanitário de Goiânia só se agrava com o passar do tempo, enquanto soluções definitivas não são implantadas. Reportagem exclusiva publicada na edição de quarta-feira (31) revela que o chorume produzido pelo lixo se acumula nas lagoas do terreno, sem qualquer tratamento. O material parou de ser encaminhado para a estação da Saneago no dia 4 de dezembro, por determinação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, já que a empresa de saneamento não possui licença para receber esse tipo de efluente. Retido nas lagoas, que têm capacidade limitada, o material altamente poluente corre o risco de transbordar, ameaçando todo o meio ambiente do entorno, com possibilidade de chegar a cursos d’água. A própria Comurg, que administra o aterro, alertou que a capacidade de armazenamento poderia se esgotar até o fim deste mês e previu “risco ambiental e sanitário de magnitude excepcional”.