O corte de árvores não é uma cena agradável de se ver — ainda mais em uma área verde, repleta de animais que se assustam e somam seus gritos ao barulho das motosserras. Foi esse o cenário que frequentadores do Lago das Rosas, em Goiânia, presenciaram na quarta-feira (20). A retirada de 48 espécimes faz parte da revitalização do local, que receberá espaço para cães, brinquedos infantis e academia ao ar livre. A Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) afirma que a maior parte das árvores removidas já estava condenada, seja por questões fitossanitárias, seja pelo fim do ciclo vital. Ainda assim, algumas árvores saudáveis serão retiradas. Situação semelhante já havia ocorrido no Bosque dos Buritis, quando oito exemplares foram suprimidos. O parque fica a pouco mais de 600 metros do Lago das Rosas, e, na ocasião, a justificativa da Prefeitura foi a mesma. Ainda assim, as cenas causam impacto. Falta esclarecimento prévio à população e uma compensação ambiental que convença a sociedade. Sem essa comunicação transparente, moradores e frequentadores, acostumados à paisagem e à sombra, são simplesmente surpreendidos por galhos e troncos espalhados pelo chão. E isso choca a todos.