Pesquisas e medições já comprovaram que Goiânia tem amplas diferenças de temperatura entre alguns bairros. O fenômeno ocorre principalmente por causa da falta de áreas de vegetação que evitam a insolação direta, o que faz surgirem ilhas de calor. Estudo da Universidade Federal de Goiás constatou a diferença de até 6 °C a mais em regiões sem sombreamento. Tais informações e a sensação de calor intenso, que vem se tornando insuportável com os efeitos das mudanças climáticas, fazem a população reagir negativamente sempre que a motosserra atinge uma árvore na área urbana. Foi o que aconteceu nesta quinta-feira (8), quando este jornal divulgou a retirada irregular de árvores na Praça Cívica, sem autorização do Iphan, responsável pela área tombada. A Prefeitura alega que os exemplares estavam mortos e por isso foram extirpados. É fato que árvores antigas podem cair, representando risco. Diante disso, parece sensato estabelecer um plano de arborização transparente e técnico, que encontre formas de preservar espécies mais antigas - como fazem países da Europa, da Ásia e da América do Sul - ao mesmo tempo em que novos espécimes são plantados e cuidados, para evitar que a cidade se transforme em deserto.