Com a proximidade das eleições, órgãos como o Ministério Público e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem ampliar a fiscalização para coibir casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. De 2023 a 2025, 707 denúncias foram ajuizadas no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sendo 33 delas em Goiás. O número coloca o estado na sexta posição entre as 27 unidades da Federação. Trata-se de um dado preocupante, pois Goiás tem apenas a 11ª maior população do país, com aproximadamente 7,2 milhões de habitantes, segundo as estimativas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prática mais comum é o chamado “terror psicológico”. O conceito engloba a criação de narrativas fantasiosas sobre um suposto caos econômico e social caso determinado candidato seja eleito. A conduta pode se caracterizar também por ameaças de demissão, constrangimentos, convocações para atos políticos ou promessas de benefícios. Ainda de acordo com o levantamento da Corte, oito denúncias foram protocoladas em Goiás neste ano. Diante dessa realidade, a Justiça deve permanecer atenta para coibir abusos e garantir a todos o livre exercício do voto.