Com a proximidade das férias escolares, começa também a temporada de pipas. Brincadeira aparentemente inocente, a prática pode, porém, tornar-se perigosa e causar danos — inclusive econômicos — quando os cuidados necessários são negligenciados.Neste ano, oito pessoas se feriram em acidentes com linhas cortantes em Goiânia. A auxiliar de produção Keilla Tosta, de 52 anos, foi uma das vítimas. Atingida em abril, está há dois meses sem conseguir caminhar, como relata em reportagem nesta edição. Há casos ainda mais graves. Em 2021, uma pessoa morreu após ter o pescoço ferido.Além do risco à integridade física, o uso de substâncias como o cerol e de linhas chilenas e holandesas representa ameaça à rede elétrica. Em 2025, a Equatorial, concessionária da distribuição de energia, registrou 1.008 ocorrências. Neste ano, até 26 de junho, foram 333 — a maioria na região metropolitana. Quando uma pipa se prende à fiação, pode haver interrupção no fornecimento de energia.A Guarda Civil Metropolitana deve intensificar a fiscalização, mas não pode atuar sozinha. As escolas precisam se envolver, e pais e responsáveis têm a obrigação de orientar e supervisionar crianças e adolescentes.