A Prefeitura de Goiânia pagará R$ 20 milhões a mais ao consórcio Limpa Gyn pela coleta de resíduos sólidos, coleta seletiva, remoção de entulhos e varrição mecanizada das ruas da capital. O valor corresponde a um aditivo aprovado pelo Comitê de Gastos da Prefeitura. Segundo a justificativa, houve aumento de 4% na remoção de entulhos e de 7% na coleta de resíduos sólidos comuns. O novo acréscimo segue a tendência de alta nos gastos com o consórcio. O contrato de R$ 470 milhões por dois anos, firmado em 2024, já havia passado para R$ 509 milhões devido a correções inflacionárias. Os R$ 20 milhões do aditivo atual não têm relação com os reajustes anuais previstos no acordo. O serviço evoluiu em comparação ao período anterior à terceirização — quando a crise do lixo foi um dos principais fatores de desgaste da gestão Rogério Cruz. No entanto, ainda há falhas. A coleta seletiva, por exemplo, permanece muito abaixo do aceitável. O contrato com o Limpa Gyn está prestes a vencer, e a tendência é de renovação. É o momento de a Prefeitura exigir mais qualidade, já que a limpeza urbana tem custado caro ao contribuinte sem entregar resultados plenamente satisfatórios.