A Câmara de Goiânia deve abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a administração da Feira Hippie. O requerimento já reúne o número de assinaturas necessário. O documento aponta situações delicadas: a comercialização ou sublocação de espaços; a cobrança de taxas e contribuições não previstas em lei; a precariedade da infraestrutura, além de problemas de segurança; e a exploração irregular de banheiros, pontos de energia e estacionamento. A Feira Hippie remonta à década de 1960. Ao longo dos anos, perdeu suas características originais e se transformou em um dos maiores polos de confecção do País. Desde 1995, ocupa o endereço atual, na Praça do Trabalhador. Estima-se que o espaço abrigue entre 6 mil e 7 mil barracas. Diante das suspeitas levantadas no pedido de criação da CEI, não é exagero cogitar que exista ali uma espécie de território à margem do controle efetivo do poder público. A comissão representa uma oportunidade para promover o ordenamento do espaço e esclarecer eventuais irregularidades, desde que os vereadores demonstrem disposição real para conduzir uma investigação séria e aprofundada.