As inundações nos períodos chuvosos e o calor extremo nos tempos de estiagem são um alerta de que Goiânia está atrasada na adoção de políticas públicas para enfrentamento das mudanças climáticas. Tal conclusão pode ser tomada com base nas informações dos documentos de adesão da capital à iniciativa Adapta Cidades, do programa Cidades Resilientes do governo federal. De 15 parâmetros para inclusão, Goiânia tem risco em 13. A cidade foi considerada prioridade “muito alta”. Entre as ameaças, estão a possibilidade de alagamento, deslizamentos e inundações. Situações comuns nos meses de chuvas fortes. Um levantamento recente, do governo federal em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), reforça esse cenário. Foram mapeadas 120 áreas de risco, onde há 1,6 mil imóveis que abrigam 6,4 mil pessoas. Nesses pontos, há tendência elevada de ocorrências de eventos, as habitações são vulneráveis e as pessoas estão expostas.Com a adesão ao Adapta Cidades, Goiânia dá um passo para recuperar o tempo perdido. Mas é preciso agilizar as ações, inclusive em outras instâncias da gestão municipal, pois a transformação levará tempo e investimentos contínuos.