Mergulhado em uma crise de gestão e financeira, que impacta diretamente o atendimento ao público, o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas) necessita de uma transformação urgente. Além da dificuldade para agendar consultas e exames, especialmente com especialistas, os usuários também enfrentam cobranças irregulares por parte de alguns profissionais credenciados. Como O POPULAR mostrou na quinta-feira (7), queixas desse tipo foram registradas em atas de pelo menos seis reuniões recentes do Conselho de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Conas). As denúncias ainda estão sendo apuradas pelo Conas, mas indicam a ocorrência de cobrança em duplicidade para usuários que já arcam com mensalidades. O Imas atende 83 mil beneficiários. Relatórios internos apontam uma dívida de R$ 250 milhões e um déficit mensal de R$ 6 milhões. A Prefeitura sinaliza com a reestruturação do instituto, mas ainda não concluiu um projeto. O tema é sensível, pois envolve a saúde de milhares de pessoas. Ainda assim, não pode mais ser adiado, sob risco de agravamento da crise a ponto de comprometer definitivamente a viabilidade do instituto.