A coleta de lixo em Goiânia passa por mais um momento de indefinição após a decisão da Justiça que anulou o contrato entre a Prefeitura e o consórcio Limpa Gyn, conforme revelado em primeira mão pelo POPULAR na edição desta quinta-feira (11). A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Registros Públicos, Simone Monteiro, considerou inadequados os critérios adotados pelo Paço Municipal na concorrência pública. Dessa forma, o processo foi declarado ilegal. O contrato original, firmado em dezembro de 2023, era de R$ 470 milhões, com validade prevista de dois anos. Em sua decisão, a magistrada determinou que o Paço Municipal realize uma nova licitação em até 60 dias e concedeu um prazo de até 12 meses para a transição para uma futura empresa. Ainda que a Prefeitura e o próprio consórcio recorram — o que é provável —, a decisão acrescenta um fator de insegurança jurídica a um serviço que, embora fundamental, vem enfrentando crises recorrentes. Além da coleta de lixo, o Limpa Gyn também é responsável pela remoção de entulhos de construções e pela varrição mecanizada das ruas da capital, modalidade que, na prática, nunca funcionou a contento.