É preocupante a situação dos conselhos tutelares de Goiânia. Além do número abaixo do recomendado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), a estrutura de algumas sedes está muito aquém do ideal. A capital conta atualmente com seis conselhos tutelares, um para cada grupo de 240 mil habitantes. Para atender à recomendação do Conanda, seria necessária a implantação de mais oito unidades. Tudo isso tem custo, evidentemente. Atualmente, a remuneração de um conselheiro tutelar em Goiânia é de R$ 7,3 mil. A escolha dos integrantes ocorre por eleição direta, processo que frequentemente é contaminado pela interferência político-partidária. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiânia tem cerca de 310 mil habitantes com até 17 anos. Trata-se de uma parcela significativa da população que, além dos riscos tradicionais, está mais exposta a novas formas de violência, exploração e vulnerabilidade associadas ao ambiente digital. É responsabilidade do poder público instituir políticas capazes de prevenir essas ameaças e garantir a proteção integral de crianças e adolescentes.