A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) confirmou que o governo estadual deverá encerrar 2027 com déficit primário. Caso a previsão se concretize, será o terceiro ano consecutivo em que a administração estadual registrará saldo negativo entre receitas e despesas, excluídos os juros da dívida pública.Em 2025, o déficit foi de R$ 4,45 bilhões. Para 2026, a projeção é de um resultado negativo de R$ 2,53 bilhões — uma reversão em relação ao equilíbrio fiscal previsto no início do exercício. Com os R$ 347,1 milhões estimados para 2027, o déficit acumulado no triênio chegará a R$ 7,3 bilhões.De acordo com o texto aprovado pelos deputados estaduais, apenas em 2028 terá início um novo ciclo de superávits, ainda que modestos. Diante desse cenário, a capacidade de investimento do Estado deverá crescer pouco, com previsão de R$ 4,1 bilhões para o próximo ano.O governo argumenta que os déficits consecutivos vêm sendo cobertos pela poupança acumulada nos seis anos anteriores. Ainda assim, o governador que assumirá o cargo em janeiro de 2027 terá de apertar o cinto para evitar a repetição desses resultados, sob risco de comprometer o equilíbrio das contas públicas no futuro.