Mães e crianças que precisaram de atendimento médico se depararam com mais uma semana de crise nas maternidades públicas de Goiânia. Após a paralisação de pediatras, obstetras e ginecologistas, a Maternidade Célia Câmara, no Conjunto Vera Cruz I, teve seu funcionamento comprometido.Diante da possibilidade de colapso — que poderia se estender às outras duas unidades da Prefeitura, as maternidades Nascer Cidadão e Iris Araújo —, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) precisou intervir e decidiu substituir a organização social responsável pela gestão da Célia Câmara.A decisão veio atrasada. Há meses a gestão da maternidade vinha sendo questionada. A própria SMS tinha conhecimento de uma série de problemas. As constatações integram parecer técnico da pasta, ao qual O POPULAR teve acesso. Ainda assim, a Sociedade Beneficente São José só foi substituída após a paralisação desta semana — a entidade afirma que cumpria o acordo referente ao número de atendimentos.O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) decidiu agir e fará uma inspeção no Fundo Municipal de Saúde (FMS) e nas maternidades.Espera-se que a mobilização traga estabilidade às unidades, já que milhares de mães e crianças dependem delas.