Parte do setor produtivo de Goiás, liderada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), aderiu ao movimento nacional que cobra celeridade e transparência do Supremo Tribunal Federal (STF) na apuração dos fatos que levaram a Corte a mergulhar em uma crise sem precedentes desde a redemocratização. Os 35 sindicatos que integram a entidade assinaram o Manifesto à População Brasileira, que reúne mais de 3 mil signatários em todo o País. A preocupação é válida. A instabilidade no tribunal extrapola os limites do Palácio da Justiça, contamina o ambiente político e afeta a economia ao criar um clima de insegurança jurídica que prejudica os negócios. Como se não bastassem desafios como tarifas e embargos no exterior, soma-se agora mais um fator de incerteza. Pior ainda é que essa guerra fratricida ocorra em pleno período eleitoral, alimentando suspeitas sobre a atuação política dos ministros envolvidos. O apelo das entidades precisa ser ouvido. Cabe ao presidente Edson Fachin conduzir a Corte a uma saída institucional, uma vez que os demais integrantes não dão sinais de disposição para reduzir a tensão. Afinal, o descrédito do STF perante a população é um mal para a democracia.