A direita livre foi inserida no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) pela Lei 14.071/2020. Em Goiânia, começou timidamente, com apenas dois pontos, somente em 2024, em caráter de teste.Na gestão de Sandro Mabel (UB), a medida ganhou impulso. Atualmente, há cerca de 80 cruzamentos onde a conversão é permitida mesmo com o sinal vermelho. A previsão da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) é chegar a 360 pontos.A medida objetiva aumentar a fluidez no trânsito — um problema crônico na capital. E, de fato, onde foi adotada, é possível observar que esse objetivo vem sendo alcançado.Há, porém, uma série de exigências para que o mecanismo funcione adequadamente. Os pontos devem, por exemplo, ser devidamente sinalizados, e a preferência do pedestre segue garantida — como, aliás, determina o próprio CTB.Na prática, nem sempre motoristas e motociclistas obedecem a essa premissa. É comum que a pessoa que está a pé fique em posição vulnerável.A fluidez no tráfego é desejável, mas é preciso fortalecer o trabalho de conscientização dos condutores. O pedestre, elo mais frágil no trânsito, deve ser, sempre, a prioridade — e não pode ser exposto a riscos desnecessários.