São preocupantes as denúncias de que há células neonazistas em atuação em Goiás. O alerta foi levantado durante reunião promovida pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), estrutura ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em Goiânia.O encontro contou com a presença de ativistas que combatem o discurso de ódio no País. O objetivo é que o governo federal, em parceria com entidades locais, mapeie a existência desses grupos em território nacional.Em Goiás, há indícios de seis células neonazistas, conforme estudo da antropóloga Adriana Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A maioria está radicada em Goiânia, mas há registros também em Luziânia e em Pirenópolis, municípios do Entorno do Distrito Federal.Tais grupos utilizam a chamada dark web, por onde circulam informações praticamente anônimas, mas também agem nas redes sociais. A estratégia é cooptar adeptos, principalmente entre jovens, e disseminar mensagens homofóbicas, xenofóbicas e racistas.As denúncias são graves, pois tais comportamentos violam as leis e ferem a dignidade humana. Cabe às autoridades, caso elas sejam comprovadas, identificar os responsáveis e puni-los exemplarmente.