A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada há uma semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforça uma tendência observada há pelo menos três décadas: o crescimento da população com mais de 60 anos no País.Em Goiás, os idosos já representam 14,4% dos 7,4 milhões de habitantes. Em 2012, eram apenas 8,8% do total. No Brasil, essa faixa etária corresponde a 16,6% da população, com porcentuais mais elevados nas regiões Sul e Sudeste e mais modestos no Norte e Nordeste — diferença que é fruto da perpetuação das desigualdades regionais.O envelhecimento populacional decorre do aumento da expectativa de vida (que, no estado, é de 75,5 anos ao nascer), ao mesmo tempo em que a taxa de fecundidade diminui. Em Goiás, segundo o Censo de 2022, ela é de 1,6 filho por mulher — abaixo, portanto, do nível de reposição populacional.Esse fenômeno impacta diretamente áreas como o mercado de trabalho, a previdência, a saúde e a mobilidade. Por isso, exige a adaptação das cidades e a reformulação de políticas públicas e do setor privado para acompanhar uma transformação que ocorre de forma acelerada.