É delicada a situação do setor de radioterapia do Hospital Araújo Jorge. São frequentes os atrasos e cancelamentos de sessões, fundamentais para o tratamento. A causa, segundo pacientes, são panes recorrentes no acelerador linear, equipamento utilizado na terapia. O problema se arrasta há pelo menos um mês. Um dos pacientes ouvidos deveria realizar 20 sessões consecutivas para tratar um câncer de próstata. Até agora, porém, conseguiu fazer apenas 17, em dias alternados. O temor é que as interrupções prejudiquem o resultado do tratamento. A preocupação é justificada. De acordo com o oncologista Francisco Pereira Borges Filho, a radioterapia destrói as células cancerígenas. Quando uma sessão deixa de ser realizada, células sobreviventes podem voltar a proliferar. O Araújo Jorge é uma entidade filantrópica que depende de repasses dos entes federativos e da iniciativa privada. Referência, muitas vezes representa a única esperança para pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, foram mais de 57 mil aplicações de radioterapia. A instituição afirma que está reformulando o setor. A providência exige celeridade, pois quem está doente não pode esperar.