Um imbróglio jurídico resultado da falta de planejamento afeta grande parte da população goiana que vive no interior. Reportagem publicada na superedição de fim de semana revelou que pelo menos 93 municípios não contam com linhas regulares de transporte, ou seja, 38% das 246 cidades do estado não são atendidas por esse serviço essencial. Com isso, moradores de localidades mais afastadas e quem vive em comunidades rurais ficam privados de locomoção caso não tenham condições de manter um veículo próprio ou pagar por uma condução privada, muitas vezes até clandestina. A situação é desafiadora, pois, ao invés de ampliar o atendimento, o estado vive uma redução no número de linhas. Em 2022, elas eram 333, e agora são 330, conforme estimativa. Só no ano passado, 108 foram devolvidas pelas empresas. Dois editais lançados pela Agência Goiana de Regulação (AGR) foram judicializados, pois o sindicato dos empresários alega falta de pressupostos técnicos e estudos de viabilidade econômica e operacional que justifiquem a criação de novas linhas. AGR e empresas precisam encontrar uma saída pensando na necessidade do passageiro, pois parte da população sofre para exercer o direito de ir e vir.