Uma das marcas do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), é a postura linha dura em relação ao ordenamento da cidade. Em um ano e três meses de gestão, Mabel discutiu com comerciantes que ocupavam calçadas, enfrentou os donos de distribuidoras de bebidas e prometeu acabar com a população de rua e com os vendedores ambulantes.Tais medidas eram necessárias, diante da desordem generalizada em toda a cidade. No entanto, o discurso inflamado pode estimular ações exageradas na linha de frente. Foi o que ocorreu no dia 26, quando fiscais da Prefeitura atuaram no Terminal Padre Pelágio, na região oeste de Goiânia.Ao tentarem confiscar produtos da ambulante Lindorfina Pereira, os agentes públicos acabaram por agredi-la. Uma semana depois, ela relata ainda sentir dores no corpo. O Paço afirma que Lindorfina é uma liderança dos vendedores informais — o que, evidentemente, não justifica o excesso de força.Após a repercussão do caso, o prefeito anunciou que os órgãos responsáveis adotarão um modelo “humanizado” de fiscalização. Trata-se de uma iniciativa necessária, pois a informalidade não justifica abordagens truculentas como a ocorrida há uma semana.